quinta-feira, 8 de outubro de 2009
PERIFERIAS
Romance de estréia no Brasil, Periferias, de Carlos Quiroga, fala de diferentes tempos e geografias que se convergem para um patrimônio comum: a Língua Portuguesa.
Na primeira parte do livro nos deparamos com a promessa de um romance histórico, numa viagem para o ano de 1499, mas este evolui para os nossos dias e para além, para uma américa futurista, com a promessa de o Brasil manauara ser o ponto de sobrevivência de nossa língua.
Instigante e fluente Periferias é dividido em três tempos e geografias: 1499, trata das aventuras de um negro de Manicongo, levado para Lisboa. Salto para 1999, 500 anos depois, um estudante galego faz a rota Santiago de Compostela - Lisboa. E mais 100 anos, numa américa futura, uma brasileira nascida nos Estados Unidos vai a Lisboa em busca de um objeto, que na superfície é uma flauta e na profundidade suas origens, sua própria língua.
Segundo Luiz Ruffato, autor de Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo, face ao mundo globalizado em que se pressupõe acesso igualitário às economias e culturas mundiais, lidamos com um impasse que diz respeito ao domínio do capital e do poder sobre as economias e culturas ditas minoritárias. Como o caso da Galiza, berço histórico da língua portuguesa, sufocada pela ditadura de Franco, em que a população se viu impedida de falar a sua própria língua. Neste sentido, Carlos Quiroga tem feito um grande trabalho em favor da causa galega, impondo reflexões sobre identidade e cultura.
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